Minha Preparação

Meu nome é Pedro Henrique Salerno, sou de Goiânia e venho do curso de Economia da UFG. Eu me decidi pelo mestrado em economia em junho de 2017, curiosamente quando eu começava um novo estágio.

Durante esse segundo semestre de 2017 eu utilizei do meu escasso tempo para organizar uma lógica de estudos com a qual eu realmente pegasse firme em 2018. Sabendo que tinha um tempo grande a frente optei por revisar Microeconomia com calma e estudei Economia Brasileira com afinco ao mesmo tempo em que fazia a matéria na faculdade; aprendi a estudar nos sábados, coisa nova para mim. Estabeleci uma meta que de início me pareceu muito difícil de ser atingida: 1000 horas de estudo até o exame ANPEC 2019.

Neste semestre cobri, ainda que de forma simples e inicial, o edital de Micro e a maior parte do edital de Brasileira. Estes primeiros meses de estudo leve, porém, foram recheados de erros de planejamento que seriam consertados mais tarde quando eu pegasse a “manha” de estudar pro exame ANPEC.

Screenshot_4

Em dezembro de 2017 deixei (com bastante tristeza, diga-se de passagem) meu estágio, e descansei completamente no Natal e no Ano Novo. Dia 02 de janeiro recomecei meu planejamento, e dia 3 de janeiro comecei meus estudos de forma integral.

Não foi nem um pouco fácil. Acordar às seis horas da manhã de forma espontânea e passar os primeiros dias de janeiro estudando, de segunda a sábado, foi desafiador. É difícil resistir à armadilha da protelação. Para isto foi absolutamente essencial o uso de planilhas de estudo: elas foram o meu sistema de recompensas que me permitiu manter a animação mesmo quando a prova parecia tão longe, e o estudo parecia tão infrutífero. Disponibilizarei e explicarei o uso das planilhas em outro post.

Com auxílio destas planilhas entrei de cabeça no conteúdo de Matemática, Estatística e Macroeconomia, sempre alternando os conteúdos durante o dia; aos sábados, buscava tampar os buracos do conteúdo de Micro e Brasileira, estudados no semestre anterior. Também quero detalhar melhor o meu método de estudos (o que foi efetivo) em outra postagem.

Em março as aulas do meu sétimo período da faculdade voltaram, e no começo de abril eu havia completado o edital. Neste semestre, peguei uma matéria de revisão de Microeconomia para ANPEC na UFG com a professora Larissa, matéria que foi extremamente importante para o meu resultado nessa disciplina.

Resolvi me dedicar nestes meses a revisões e “análises de erros”, isto é, entender porque eu errei as questões que eu fiz e escrever o que me faltava para ter acertado a questão.

Finalizada essa etapa, comecei a fazer os simulados em maio. Entre maio e o meio de julho, me dediquei a uma rotina de resolução e cuidadosa correção dos simulados de todos os anos do exame ANPEC, a partir de 2000. No final de julho, fiz uma viagem com minha família e acabei tirando cerca de 10 dias de férias dos estudos.

Screenshot_5

No começo de agosto, me preparando para a reta final de minha preparação, terminei os últimos simulados e me enfiei de cabeça nos assuntos que eu tinha mais dificuldade: informação, EDOs, geometria analítica, contabilidade social… Todos os exercícios foram feitos e refeitos, muitas anotações e pedidos de ajuda pessoalmente e na internet em se tratando dos mais complicados. Minhas mil horas de estudos foram completas, com muita celebração.

Screenshot_6

Em setembro, fiz e corrigi com muito cuidado o último simulado, do exame 2018. Nos últimos dias, reabri o edital e fui atrás de “tapar os buracos”: pequenas questões teóricas e empíricas que eu não estava muito confortável. Comprei uma cartolina na papelaria e transcrevi todas as fórmulas de todos os resumos de todos os conteúdos; preguei a planilha na parede do meu quarto. Essa cartolina foi importante para garantir que eu não esqueceria nenhuma fórmula, além de manter minha confiança ao ler a cartolina e saber que eu já tinha estudado e me lembrava de tudo aquilo.

Screenshot_3

A minha prova da ANPEC foi na quarta e na quinta-feira, em Brasília; na segunda-feira de manhã fiz a última revisão e descansei à tarde. Na terça-feira fui para Brasília com meus amigos da UFG, e em um piscar de olhos as seis provas estavam feitas. A sensação final foi de absoluto alívio, gratidão e dever cumprido.