Referências – Macroeconomia

A prova de Macroeconomia da ANPEC, que para muitos é a menos difícil, é uma das que tem maior diversidade nas questões. De um ano para outro, temas bem diferentes podem cair de formas bem diferentes, ao contrário das provas de Micro e Estatística, que costumam ser mais “padrão”.

Dito isto, a prova de Macroeconomia costuma apresentar por volta de três questões abertas, que costumam ser as mais fáceis da prova, com contas bastante simples. As questões mais difíceis costumam serem as fechadas de temas como restrição orçamentária intertemporal, crescimento ou expectativas que exigem um pouco mais de “intuição” matemática e demonstrações para julgar os V ou F de forma tranquila.

A ordem de estudo do conteúdo aqui é um pouco mais versátil, porém eu recomendaria, visando à ordenação natural dos conteúdos como também a importância deles na prova (deixar o menos importante mais para o final), a seguinte seqüência:

Modelo Clássico, Keynesiano e IS-LM -> Macroeconomia Aberta -> Consumo, Investimento e Dívida -> Oferta Agregada e Ciclos Econômicos -> Crescimento -> Contas Nacionais / Monetária

A matéria de Macroeconomia possui muitas possibilidades alternativas de referências bibliográficas, visto a grande quantidade de manuais de Macro, além dos livros específicos para cada parte do conteúdo. Por isso, irei aqui destrinchar conteúdo por conteúdo com suas opções bibliográficas e minhas recomendações (o que deu certo para mim):

A. Modelo Clássico, Keynesiano e IS-LM

A referência básica são os capítulos 3 a 5 do Manual de Macroeconomia: Básico e Intermediário dos professores da FEA-USP.

Outras opções para o aprendizado do IS-LM (que é o mais importante a se aprender bem de todo o conteúdo de Macro) são os capítulos 3 a 5 do Macroeconomia do Blanchard, e os capítulos 10 e 11 de Macroeconomia do Dornbusch.

Pra quem quer aprofundar, recomendo o capítulo 3 de Modern Macroeconomics de Snowdon e Vane, que apresenta a formação histórica e teórica desses modelos, além de apresentar o IS-LM de forma bem completa;

 B. Macroeconomia Aberta

Capítulo 6 do Manual da USP ou o capítulo 12 do Dornbusch para referência inicial. Para quem pode se aprofundar, o capítulo 3 do Snowdon e Vane é único na explicação do Mundell-Fleming com mobilidade imperfeita de capitais. Lembrando que o modelo Mundell-Fleming ou IS-LM-BP é de todos, provavelmente o conteúdo mais recorrente de Macro da Anpec;

 C. Consumo, Investimento e Dívida

Capítulos 9 a 11 do Manual de Macro da USP são os mais didáticos, mas não cobrem todo o conteúdo. Recomendo complementar com os capítulos 14 a 16 do Blanchard (mais completos no cálculo do valor presente e na explicação das teorias de renda permanente) e Dornbusch capítulos 13 e 14 (especialmente a parte sobre equivalência ricardiana do capítulo 13);

 D. Oferta Agregada e Ciclos Econômicos

Capítulos 7 e 8 do Manual da USP são o ponto de partida, mas não são suficientes para este conteúdo, que é bem diverso e abarca várias escolas macroeconômicas. Os capítulos 6 a 9 do Blanchard apresenta uma demonstração mais robusta da Oferta Agregada e das Curvas de Phillips, enquanto Snowdon e Vane capítulos 4 a 7 é a referência mais completa para entender as diferenças das escolas em se tratando de oferta agregada e ciclos.

Cabe especial atenção para o modelo de O.A. de Lucas que tem se tornado um assunto cada vez mais recorrente.

 E. Crescimento

Para bem aprender o modelo de Solow, os capítulos 2 e 3 do Introdução à Teoria do Crescimento Econômico de Jones são os melhores. Para aprender os modelos endógenos, considero o capítulo 8 do Jones suficiente, podendo ser complementado com os capítulos 4 e 5.

Se alguém quiser algo mais básico e resumido, ou talvez um contato inicial com os modelos, pode usar o capítulo 12 do Manual da USP.

F. Contas Nacionais

A referência básica é A Nova Contabilidade Social de Paulani e Bobik, capítulos 1 a 3 para o básico de contas nacionais e especialmente o capítulo 5 para aprender a trabalhar com Balanço de Pagamentos, que é o conteúdo mais importante para o exame.

G. Monetária

Para essa matéria o ideal para uma formação teórica mais robusta é o Capítulo 1 do Simonsen, mas não se importe muito com a demonstração dos balanços e mais atenção em entender quando há ou não há variação nos meios de pagamento.

Também são muito importantes os capítulos 3 a 6 do Economia Monetária e Financeira de Carvalho et al., especialmente a parte de demanda transacional de Baumol-Tobin, que é assunto recorrente. Para quem acha o Simonsen intragável em seu método (conheço alguns), pode partir direto pro Carvalho et al.

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