Referências – Microeconomia

A prova de Microeconomia, tal como as outras, apresentou várias mudanças no estilo de suas questões pelos anos. Porém, é seguro dizer que nos últimos cinco anos a prova mostrou um razoável equilíbrio entre questões estritamente teóricas (de V ou F) e questões de cálculo (de V ou F ou Abertas). Outra tendência é de cair menos Economia da Informação, tópico específico que poucos candidatos estudam de qualquer forma, e cair mais questões de Teoria da Firma.

A ordem de estudo das disciplinas não deve ser aleatória, nem exatamente de acordo com a ordem do que cai mais. Para quem tem tempo e para quem não tem tempo para estudar as disciplina com detalhes, a primeira matéria sempre deve ser Teoria do Consumidor. Os estudos de Teoria do Consumidor, das funções de utilidade às curvas de indiferença, fornecem a base para o estudo de Incerteza e Teoria da Firma; o estudo de Teoria da Firma, por sua vez, “abre” o estudo de Mercados, por meio do estudo das curvas de demanda e oferta, custos e receitas, etc.

Nestes quatro conteúdos se cobre aproximadamente 60% do que cai na prova.

Consumidor -> Incerteza & Firma -> Mercados

Com o conhecimento das funções de utilidade e do funcionamento dos mercados, aí se pode partir para o estudo de Equilíbrio Geral e Externalidades e Bens Públicos, assuntos que freqüentemente são temas de questões abertas.

Os tópicos de Teoria dos Jogos e Economia da Informação são relativamente “avulsos” e podem ser estudados em qualquer ordem. Jogos que costuma cair fácil, sempre uma ou duas questões todas as provas. Já Informação possui questões teóricas bem fáceis e questões de conta muito complicadas; mas, como já dito, está cada vez mais raro cair.

Não recomendo que candidatos que tenham tempo muito escasso estudar Informação nem Incerteza. Porém, aqueles com um pouco mais de tempo devem entender pelo menos a parte teórica, porque freqüentemente as questões teóricas destes conteúdos são fáceis.

A bibliografia principal para o estudo de Micro para a ANPEC não tem erro: Microeconomia do Varian, ou Varian “Baby”, para estudantes da pós. Os exercícios em geral cobram mais a parte mais quantitativa, algébrica do Varian do que a forma mais “historinha” do Pindyck, por exemplo.

Os capítulos do Varian se dividem da seguinte forma:

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Os conteúdos de Incerteza e Jogos, marcados com o asterisco, são conteúdos para os quais eu acho o Varian incompleto em relação ao que o exame ANPEC cobra.

O conteúdo de Teoria dos Jogos eu dou preferência para o Fiani, principalmente os capítulos de 1 a 4, mas também o 5 e o 6. Mas fica o aviso: o Fiani conta MUITA historinha. Muita mesmo. Quem lê rápido ou tem manha pra pular os parágrafos enrolados, faz bem. Talvez por isso, para alguns, possa ser melhor estudar só o Varian e partir para a apostila de exercícios. Se você lembra a matéria de Jogos de uma matéria da faculdade (a minha tinha uma optativa de Jogos, por exemplo) pode pensar em partir direto para os exercícios das apostilas da Campus.

Se tratando do conteúdo de Incerteza, o Varian aborda de forma suficiente a parte teórica inicial, o modelo CAPM e o modelo média-variância; porém essas partes são as que menos caem na ANPEC. O exame normalmente se foca nas operações com utilidade VNM, coeficiente de aversão ao risco, cálculo de prêmio de risco, equivalente certeza, etc. São conteúdos que aprendi por fora do livro, e gostaria de assim que possível publicar um material de minha autoria deste conteúdo.

Alguns criticam o Varian pela qualidade dos exercícios, e recomendam para tal o estudo com o Nicholson; não cheguei a utilizar o Nicholson na minha preparação, e ainda não posso opinar quanto a isso. Mas quanto aos exercícios, em minha opinião o candidato para ANPEC tem que focar nos exercícios comentados das apostilas após o estudo da teoria, como recomendado na minha postagem sobre método de estudos. Os exercícios do Varian, a meu ver, não são importantes.

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2 comentários em “Referências – Microeconomia

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